Guia 04 Série residência

Dois vistos, uma mudança.

Rotas de residência para empreendedores e titulares de rendimentos passivos.

Orientação geral
7 min de leituraAtualizado 10 de agosto de 2026 Informação oficial verificadaPara cidadãos não UE que planeiam viver em Portugal
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As duas rotas em resumo

Os vistos D7 e D2 destinam-se a situações diferentes. O D7 é geralmente usado por pessoas sustentadas por pensões ou outros rendimentos pessoais estáveis. O D2 destina-se a empreendedores e a quem exerce uma atividade profissional independente.

Ambos começam com um pedido de visto de residência e conduzem normalmente a um processo de autorização de residência em Portugal. A rota certa depende do objetivo real da mudança e dos comprovativos disponíveis.

D7
Rendimentos pessoais estáveis
D2
Negócio ou trabalho independente
AIMA
Autorização de residência
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D7: viver de rendimentos próprios

A rota D7 é frequentemente usada por reformados e pessoas que se conseguem sustentar com rendimentos estáveis. O posto consular avalia a origem, regularidade e valor dos rendimentos, juntamente com o alojamento e os restantes documentos.

  • Demonstre a origem dos rendimentos e que estes estão disponíveis.
  • Apresente os comprovativos de alojamento e meios financeiros pedidos pelo posto consular.
  • Não use a designação D7 para trabalho remoto sem confirmar se outra rota é mais adequada.
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D2: negócio ou atividade independente

O D2 destina-se a quem pretende criar ou desenvolver um negócio em Portugal ou trabalhar como profissional independente. O pedido deve demonstrar uma atividade credível, os recursos disponíveis e a capacidade do candidato para executar o plano.

  • Explique claramente o negócio ou a atividade profissional.
  • Apresente os comprovativos empresariais, contratuais, de investimento ou profissionais aplicáveis.
  • Confirme antecipadamente licenças ou inscrições profissionais obrigatórias.
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Escolher a rota certa

Escolha a rota que corresponde ao que vai realmente fazer em Portugal. Uma pensão ou rendimentos pessoais estáveis apontam para o D7; um negócio ou plano profissional independente aponta para o D2.

Rendimentos, trabalho, empresas e família podem cruzar-se, por isso peça a um profissional qualificado para confirmar a rota antes de preparar o processo.

Vale a pena saber

Ter ou arrendar uma casa ajuda a comprovar o alojamento, mas a propriedade do imóvel não cria, por si só, elegibilidade para um visto.

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O pedido pela ordem certa

Os pedidos são apresentados no posto consular português, ou através do prestador indicado, responsável pelo país de residência legal do candidato. A lista de documentos e o processo de marcação podem variar consoante o local.

  • Confirme a rota e obtenha a lista atual de documentos do posto competente.
  • Prepare passaporte, registo criminal, seguro, alojamento, meios e comprovativos específicos da rota.
  • Apresente o pedido de visto de residência e aguarde a decisão antes de assumir compromissos irreversíveis.
  • Após a chegada, conclua o processo de autorização de residência com a AIMA.
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Depois do visto

O visto de residência é a fase de entrada, não o cartão de residência final. Depois de chegar, compareça à marcação da AIMA, mantenha as condições de suporte e atualize os registos fiscais, da segurança social e locais quando necessário.

  • Acompanhe a validade e as datas de renovação da autorização.
  • Confirme os limites de ausência antes de passar longos períodos fora de Portugal.
  • Trate separadamente da residência fiscal, saúde, condução e pedidos de familiares.
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Perguntas frequentes

O D7 é apenas para reformados?

Não. Pode também adequar-se a outros candidatos sustentados por rendimentos pessoais estáveis, dependendo dos comprovativos e da avaliação consular.

Existe um valor fixo de investimento para o D2?

A rota oficial baseia-se no negócio ou atividade independente proposta e nos meios disponíveis. A qualidade e credibilidade dos comprovativos são importantes, por isso procure aconselhamento para o plano concreto.

Os cidadãos da UE podem pedir D2 ou D7?

Os cidadãos da UE, EEE e Suíça usam geralmente o registo ao abrigo da livre circulação, em vez destes vistos de residência.

O visto torna-me automaticamente residente fiscal?

Não. O estatuto de imigração e a residência fiscal seguem regras diferentes. Confirme ambos antes da mudança.

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